Como pontua o fundador Ian Cunha, a gestão de estresse deixou de ser um tema de conforto pessoal e passou a ser um assunto de qualidade decisória. Estresse não é só estar ocupado. Ele é uma resposta do organismo a demandas percebidas como ameaçadoras ou excessivas, com efeitos diretos sobre atenção, memória de trabalho e autocontrole.
Quando o estresse se prolonga, o cérebro passa a operar com menos nuance, o que tende a degradar o julgamento e aumentar retrabalho. Se você lidera sob pressão e quer preservar clareza sem cair em promessas milagrosas, vale seguir a leitura e entender o que, de fato, ajuda.
O que muda no cérebro?
Uma das marcas do estresse é reduzir o campo de visão mental. A mente fica mais sensível ao risco imediato, mais impaciente com ambiguidade e menos tolerante a contradições. Nesse cenário, cresce a chance de confundir urgência com prioridade, além de surgir a tentação de decidir apenas para aliviar desconforto.

Na leitura do empresário serial Ian Cunha, a parte mais perigosa do estresse não é o desconforto, e sim como ele muda critérios internos. O que antes seria uma decisão ponderada vira reação, e o que antes seria um ajuste vira ruptura. Como resultado, a liderança pode parecer ágil, porém se torna instável.
Regulação emocional sem fantasia: O papel de modelos claros
Há modelos psicológicos e clínicos que explicam estresse de modo objetivo, sem linguagem esotérica. Eles ajudam a nomear o que está acontecendo e a separar fatos de interpretações automáticas. Isso importa porque, sob estresse, o cérebro produz narrativas rápidas. Quando essas narrativas governam a agenda, a empresa vira refém de alarmes internos.
Como sugere o fundador Ian Cunha, clareza emocional não significa sentir menos; significa não permitir que o estado emocional decida sozinho. Modelos bem definidos criam vocabulário para a equipe, melhoram conversas difíceis e reduzem a personalização de conflitos, porque o foco volta ao problema e ao impacto.
Estresse crônico e cultura: Quando a empresa normaliza o excesso?
Muitas vezes, o estresse é tratado como sinal de importância. A organização premia disponibilidade total, celebra noites curtas e transforma urgência em identidade. Esse padrão cria uma cultura de sobrecarga em que todo mundo reage e ninguém consegue pensar com profundidade. Em pouco tempo, a empresa se torna eficiente em correr, mas fraca em escolher.
De acordo com o CEO Ian Cunha, a maturidade aparece quando a empresa entende que estresse crônico é um imposto sobre a qualidade. Ele reduz criatividade, piora comunicação e aumenta impulsividade em decisões que deveriam ser criteriosas. Além disso, ele enfraquece a confiança interna, porque as pessoas passam a operar defensivamente, tentando apenas sobreviver ao dia.
Quando buscar ajuda técnica?
Gestão de estresse também inclui reconhecer limites. Há casos em que sinais físicos e emocionais se acumulam de forma persistente e começam a afetar sono, humor e funcionamento cotidiano. Nesses cenários, é prudente tratar o tema com seriedade e buscar avaliação de profissionais de saúde, evitando tanto a negligência quanto a hipervigilância.
Como aponta o superintendente geral Ian Cunha, responsabilidade é manter o desempenho sustentável, não apenas manter a aparência de controle. A empresa que respeita esse princípio preserva lucidez por mais tempo, porque não depende de heroísmo para continuar funcionando.
A lucidez como vantagem competitiva
A gestão de estresse sem misticismo é a escolha de usar ferramentas coerentes com o que a ciência e a experiência organizacional mostram: estresse altera percepção, encurta decisões e cobra juros em retrabalho. Quando a liderança trata o tema como infraestrutura de clareza, a performance deixa de depender de intensidade e passa a depender de consistência.
Autor: Laimyra Isarrel