Motos batem recorde histórico de vendas no Brasil e elétricas ganham espaço acelerado

Diego Velázquez
5 Min de leitura

Emplacamentos de duas rodas já somam quase um milhão de unidades entre janeiro e maio, enquanto modelos elétricos e híbridos crescem mais de 50% no ano

Mercado de motocicletas vive ano histórico

O mercado brasileiro de motocicletas atravessa um dos melhores momentos de sua história recente. Segundo dados da Fenabrave, o setor emplacou 980.211 unidades entre janeiro e maio de 2026, mantendo uma trajetória que reforça a expectativa de um novo recorde histórico até o fim do ano. Somente em maio, foram registradas 197.685 motocicletas, o equivalente a cerca de 40% de todos os veículos emplacados no país naquele mês. O crescimento é impulsionado pela expansão dos serviços de entrega, pelo aumento do custo dos automóveis e pela busca por alternativas mais econômicas e ágeis para a mobilidade urbana, consolidando o Brasil como o quarto maior mercado de motocicletas do mundo.

Honda lidera mercado e modelos urbanos seguem favoritos

A Honda continua dominando amplamente o mercado nacional, com participação de 65,83% dos emplacamentos em abril e quatro dos cinco modelos mais vendidos do país. A CG 160 permanece como a motocicleta líder absoluta, seguida por outros modelos voltados ao uso urbano. Yamaha, Shineray e Mottu também ampliam sua presença, especialmente entre motociclistas que utilizam a moto para trabalho. O perfil do consumidor brasileiro permanece concentrado em motocicletas de baixa cilindrada, manutenção simples e menor custo de uso. Em abril, a categoria City respondeu por 38,83% dos emplacamentos, seguida pelas categorias Scooter e Cub, com 35,06%, e Trail, com 19,30%.

Motos elétricas ganham espaço e indústria acompanha crescimento

O segmento de motocicletas elétricas e híbridas apresenta a maior expansão proporcional do mercado. Os emplacamentos de motos elétricas cresceram 47,26% no primeiro trimestre de 2026, enquanto no acumulado dos quatro primeiros meses do ano elétricas e híbridas avançaram mais de 53% em relação ao mesmo período de 2025. Embora ainda representem uma pequena parcela das vendas totais, a tendência é de expansão contínua com a chegada de novos modelos. A Yamaha lidera entre as híbridas, enquanto a VMoto e a Aima ganham espaço nas motocicletas totalmente elétricas. Ao mesmo tempo, a indústria nacional acompanha a demanda e projeta produzir cerca de 2,07 milhões de motocicletas em 2026, mantendo aquecido o Polo Industrial de Manaus.

Uso profissional fortalece setor e amplia perspectivas para o consumidor

O uso profissional continua sendo um dos principais motores do mercado. Segundo representantes da indústria, a demanda é impulsionada principalmente pela mobilidade urbana e pelos serviços de entrega. O iFood, por exemplo, já reúne mais de 400 mil motociclistas cadastrados, contribuindo para a renovação constante da frota. O crescimento também beneficia oficinas, seguradoras, lojas de peças, empresas de aluguel de motos e diversos serviços ligados ao setor. Para quem pretende adquirir uma motocicleta ainda em 2026, o mercado oferece desde modelos populares, como Honda CG 160 e Honda Biz, até opções elétricas com menor custo operacional. A expectativa é que novos fabricantes ampliem a oferta nos próximos anos, aumentando a concorrência e acelerando a eletrificação do segmento brasileiro.

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