Comprar agora ou planejar? Consórcio ou financiamento? Veja com o empresário Tiago Oliva Schietti

Caroline Westridge
5 Min de leitura
Tiago Oliva Schietti

Como empresário, Tiago Oliva Schietti retrata que escolher entre consórcio e financiamento começa por uma pergunta que costuma ser deixada em segundo plano: quando o bem realmente precisa ser adquirido? As duas modalidades permitem viabilizar uma compra, mas funcionam de maneiras diferentes e atendem a necessidades distintas. Enquanto o financiamento pode atender quem precisa do bem imediatamente, o consórcio está associado a uma estratégia de compra planejada, na qual o prazo de aquisição tem papel central.

Saiba mais a seguir!

Quando a urgência favorece o financiamento?

Se a necessidade é adquirir um imóvel ou veículo imediatamente, o financiamento pode apresentar uma vantagem operacional importante. Após a aprovação do crédito e a conclusão das etapas exigidas pela instituição financeira, o comprador pode realizar a aquisição sem precisar aguardar uma contemplação. Essa possibilidade atende principalmente quem já encontrou o bem desejado e precisa concluir a compra em um prazo curto. 

Como indica Tiago Oliva Schietti, essa característica faz diferença em situações nas quais o prazo não é apenas uma preferência, mas uma necessidade. Quem precisa de um veículo para substituir um automóvel que deixou de atender à rotina, por exemplo, pode considerar a disponibilidade imediata do recurso um fator decisivo. O mesmo pode acontecer na compra de um imóvel quando existe uma oportunidade específica que não permite esperar por uma contemplação. Nesses casos, o tempo necessário para obter o crédito passa a ter peso semelhante ao custo da própria operação.

O financiamento, contudo, envolve custos financeiros que precisam ser analisados antes da contratação. Por isso, ter acesso rápido ao bem não significa necessariamente que essa seja a alternativa mais adequada para qualquer orçamento. Além da parcela mensal, é importante observar o prazo, os juros, as tarifas e o valor total que será pago ao longo do contrato. Uma decisão responsável considera se a velocidade proporcionada pelo financiamento compensa os custos assumidos durante o período de pagamento.

Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

Quando o prazo permite planejar?

Quando a compra não precisa acontecer imediatamente, o consórcio pode entrar em uma estratégia diferente. O participante assume parcelas durante o período do grupo e pode ser contemplado por sorteio ou por lance, de acordo com as regras estabelecidas. Essa dinâmica permite que a aquisição seja tratada como um objetivo de médio ou longo prazo, sem a necessidade de contratar o crédito integralmente no início. Para quem consegue organizar a compra com antecedência, o prazo passa a fazer parte do próprio planejamento.

Nesse modelo, Tiago Oliva Schietti informa que existe uma diferença fundamental em relação ao financiamento: a contratação da cota não garante que o participante terá o crédito disponível logo no início. A possibilidade de contemplação antecipada existe, mas não deve ser confundida com uma data certa para a aquisição. Sendo assim, o consorciado precisa estar preparado para continuar pagando as parcelas enquanto aguarda a contemplação. 

Como o prazo interfere no custo da decisão?

O tempo também influencia a forma como o comprador deve avaliar o compromisso financeiro. No financiamento, o crédito é disponibilizado para a aquisição e o pagamento ocorre posteriormente, com os encargos previstos na operação. No consórcio, o participante contribui para o grupo enquanto aguarda a contemplação. Essa diferença altera a relação entre o momento da compra e o período de pagamento, fazendo com que o prazo tenha um peso importante na decisão.

Fundado nisso, comparar somente o valor mensal das parcelas pode levar a uma conclusão incompleta. Tiago Oliva Schietti pontua que é necessário observar o prazo total, os componentes das prestações, as condições de atualização e os demais custos previstos em cada modalidade. Uma parcela inicialmente mais baixa pode estar associada a um período mais extenso de pagamento, enquanto uma condição aparentemente mais elevada pode refletir uma estrutura diferente de prazo e custos. 

A pergunta mais útil não é simplesmente qual parcela é menor. O ponto central é verificar qual estrutura de pagamento combina com a capacidade financeira do comprador e com o momento em que ele pretende utilizar o bem. Quem precisa comprar com rapidez pode priorizar a disponibilidade do crédito, enquanto quem consegue esperar pode considerar uma modalidade voltada ao planejamento. A decisão, portanto, depende da relação entre urgência, orçamento e objetivo de aquisição.

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