Move Brasil vira programa permanente e amplia crédito para compra de carros, motos e veículos elétricos

Redação Jornal Carros
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O Move Brasil deixou de ser uma política temporária e passou a ter continuidade prevista em lei. A medida foi sancionada em 14 de setembro de 2026 e mantém uma linha de financiamento voltada à renovação da frota utilizada por motoristas de aplicativo, taxistas, entregadores, profissionais de motoapps e trabalhadores do transporte escolar e de cargas.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a conversão da medida provisória na Lei nº 15.503/2026 garante a continuidade do programa. A previsão divulgada pelo governo é de até R$ 30 bilhões em crédito ao longo do tempo para a aquisição de veículos novos.

Quais veículos podem ser financiados

O programa contempla carros, motos flex, motocicletas elétricas, bicicletas elétricas e veículos leves destinados ao transporte escolar e de cargas. Também podem ser incluídos modelos híbridos, desde que atendam aos critérios estabelecidos na regulamentação. A iniciativa prioriza veículos novos e, em determinadas modalidades, modelos produzidos ou montados no Brasil.

Para entregadores e profissionais de motoapps, as linhas específicas abrangem motocicletas, ciclomotores, motonetas e bicicletas elétricas. A estrutura do programa também prevê medidas relacionadas à expansão de pontos de recarga e de troca de baterias, o que aproxima a política de financiamento da transição energética no transporte urbano.

Na prática, a inclusão de modelos elétricos e híbridos amplia as alternativas para trabalhadores que utilizam o veículo diariamente. No entanto, a participação não representa aprovação automática do financiamento: o interessado ainda precisa cumprir as regras do programa e passar pela análise da instituição financeira responsável pela operação.

Prazo de pagamento chega a 84 meses

Em 27 de agosto de 2026, o governo anunciou mudanças nas condições destinadas a taxistas e motoristas de aplicativo. O prazo máximo de financiamento passou a ser de 84 meses, enquanto o teto de preço dos carros elegíveis subiu de R$ 150 mil para R$ 200 mil.

A regulamentação também passou a considerar diferentes tipos de veículos híbridos. São modelos que combinam motor elétrico com propulsor a combustão abastecido com etanol, gasolina ou ambos, desde que estejam dentro dos parâmetros definidos para o programa. A mudança pode ampliar a quantidade de opções disponíveis para profissionais que buscam substituir o veículo de trabalho.

As condições, porém, podem variar conforme a modalidade e o agente financeiro. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, informa prazo de até 72 meses em determinadas operações e taxas diferenciadas, além da necessidade de cadastro prévio no Portal Move Brasil. Por isso, o prazo geral divulgado pelo programa não deve ser confundido com as condições aplicadas individualmente por cada instituição.

Quem pode solicitar o crédito

O Move Brasil é direcionado a profissionais que utilizam veículos em atividades remuneradas. Estão entre os públicos previstos motoristas de aplicativo, taxistas, entregadores, trabalhadores de motoapps e profissionais do transporte escolar e de cargas. Cada grupo está sujeito a regras próprias de comprovação da atividade e de enquadramento.

Motoristas de aplicativo e taxistas precisam demonstrar que exercem a atividade profissional conforme os critérios definidos pelo governo. As informações sobre cadastro, veículos autorizados e análise de elegibilidade estão reunidas na página de perguntas frequentes do MDIC.

O primeiro passo é verificar se a atividade profissional e o veículo pretendido estão dentro das regras. Depois, o interessado deve realizar o cadastro exigido e procurar uma instituição participante. A contratação dependerá da análise de crédito, da documentação apresentada e da disponibilidade da linha no momento da solicitação.

Impacto para o mercado de veículos

A permanência do programa pode estimular a procura por veículos novos destinados ao uso profissional, especialmente em grandes cidades brasileiras. Como motoristas de aplicativo, taxistas e entregadores percorrem longas distâncias, a renovação da frota pode influenciar tanto a demanda por carros e motos quanto a presença de modelos eletrificados nas ruas.

Além do possível efeito sobre as vendas, o Move Brasil relaciona financiamento, atividade profissional e redução gradual da idade média dos veículos utilizados no transporte de passageiros e mercadorias. A inclusão de híbridos, motocicletas elétricas e bicicletas elétricas amplia o alcance da política para diferentes perfis de deslocamento.

O Agência Brasil destacou a previsão de até R$ 30 bilhões em crédito, enquanto o BNDES mantém os normativos relacionados ao Programa Move Motoristas. Os documentos oficiais devem ser consultados antes da contratação, já que regras, prazos, taxas e exigências podem variar conforme o público e a instituição financeira.

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