Cirurgia para ginecomastia e critérios para escolher a técnica com previsibilidade

Diego Velázquez
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A cirurgia para ginecomastia requer avaliação cuidadosa para escolher a técnica com previsibilidade, destaca Dr. Haeckel Cabral Moraes.

O Dr. Haeckel Cabral Moraes destaca que a ginecomastia é uma das queixas masculinas mais comuns, porque afeta postura, roupas e confiança, mesmo quando o paciente mantém boa rotina de treino. Neste artigo, serão abordados conceitos essenciais para entender a condição, formas de diferenciar glândula e gordura, opções cirúrgicas e cuidados que influenciam cicatriz e contorno, favorecendo uma decisão técnica mais segura e realista.

O que é ginecomastia e quando ela se torna indicação cirúrgica?

A ginecomastia é o aumento do volume na região mamária masculina, geralmente associado à proliferação glandular, que pode ocorrer isoladamente ou junto com gordura. Em alguns casos, o quadro aparece na adolescência e regride, enquanto em outros persiste e gera desconforto estético ou sensibilidade. Dessa forma, a indicação cirúrgica tende a surgir quando há persistência do volume, impacto emocional relevante ou baixa resposta a medidas conservadoras, após avaliação clínica adequada.

Na avaliação de Haeckel Cabral Moraes, o ponto central é compreender o que compõe o volume e como a pele se comporta, pois a estratégia muda quando existe flacidez importante. Por outro lado, nem todo aumento da região peitoral representa ginecomastia verdadeira, já que pode haver apenas acúmulo adiposo. Assim, o diagnóstico cuidadoso evita tratamentos incompletos e direciona a técnica para o problema predominante.

Como diferenciar glândula de gordura e por que isso muda a técnica?

A diferença entre glândula e gordura costuma ser percebida na palpação, pois a glândula tende a ser mais firme e localizada, frequentemente atrás da aréola, enquanto a gordura é mais difusa e macia. Nesse sentido, exames complementares podem ajudar quando há dúvida clínica, sobretudo para mapear a extensão do tecido e apoiar o planejamento. Logo, definir essa composição é decisivo, porque a lipoaspiração isolada remove gordura, porém não elimina a glândula completamente quando ela está presente.

Dr. Haeckel Cabral Moraes explica que definir a melhor abordagem na ginecomastia aumenta segurança e estabilidade do resultado.
Dr. Haeckel Cabral Moraes explica que definir a melhor abordagem na ginecomastia aumenta segurança e estabilidade do resultado.

Conforme examina Haeckel Cabral Moraes, insistir em lipoaspiração quando predomina glândula pode manter projeção residual e frustração no pós-operatório. Sendo assim, a retirada glandular por acesso adequado ganha importância para estabilizar o contorno. Entretanto, quando a queixa é majoritariamente adiposa, a lipoaspiração bem indicada pode resolver com cicatriz discreta e recuperação mais direta, desde que respeite a espessura de suporte sob a pele.

Quais técnicas são usadas e como definir a abordagem mais adequada?

As técnicas mais comuns incluem lipoaspiração, ressecção glandular e, em alguns quadros, retirada de pele quando há sobra relevante. Dessa forma, o planejamento precisa avaliar o volume total, a elasticidade cutânea e a posição do complexo aréolo-papilar. Em contrapartida, tentar resolver quadros avançados com abordagem mínima pode deixar excesso de pele ou irregularidades, enquanto procedimentos amplos em casos leves podem aumentar cicatrizes sem necessidade.

Segundo o Dr. Haeckel Cabral Moraes, a escolha da abordagem deve priorizar previsibilidade de contorno e simetria, com controle de transições entre peito e tórax. Assim, combinar lipoaspiração e retirada glandular pode oferecer acabamento mais uniforme, reduzindo degraus e áreas duras. Por conseguinte, a indicação de ressecção de pele fica reservada para situações em que a retração espontânea é limitada, pois a cicatriz precisa estar alinhada ao benefício esperado.

Como é o pós-operatório e o que influencia a cicatriz e o resultado final?

O pós-operatório envolve controle do edema, cuidado com a movimentação e acompanhamento do contorno ao longo do tempo, já que a acomodação dos tecidos não ocorre imediatamente. Nesse contexto, a compressão, quando indicada, e o retorno gradual às atividades contribuem para reduzir o inchaço e favorecer a simetria, evitando esforços precoces que possam aumentar o sangramento ou prolongar o processo inflamatório. Ainda assim, a ansiedade por resultados rápidos costuma prejudicar a percepção, pois a região pode apresentar endurecimento temporário durante a fase de cicatrização interna.

Como observa Haeckel Cabral Moraes, a qualidade do resultado final depende da soma entre técnica cirúrgica e adesão às orientações médicas, incluindo os cuidados com a cicatriz e as reavaliações periódicas. Quando diagnóstico, escolha da abordagem e condução do pós-operatório estão alinhados, a cirurgia para ginecomastia tende a proporcionar contorno mais plano, transições mais naturais e melhora consistente na relação do paciente com o próprio corpo.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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