Metodologias ativas com tecnologia: Entenda como gerar aprendizagem real em diferentes contextos educacionais

Diego Velázquez
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Metodologias ativas com tecnologia ganham força, como destaca Sérgio Bento De Araújo, ao impulsionar aprendizagem real em diferentes contextos educacionais.

O empresário especialista em educação, Sergio Bento de Araujo, apresenta as transformações recentes da educação e observa que a presença de tecnologia, sozinha, não garante aprendizagem. Plataformas digitais, inteligência artificial e recursos interativos ampliaram o acesso à informação, mas também evidenciaram um desafio central: muitos alunos têm acesso, mas poucos conseguem transformar esse acesso em conhecimento estruturado. É nesse cenário que as metodologias ativas se consolidam como uma resposta consistente, ao propor intencionalidade pedagógica e protagonismo do estudante.

Ao longo deste artigo, você vai compreender o que caracteriza as metodologias ativas, por que elas se tornaram relevantes na educação contemporânea, quais riscos surgem quando são aplicadas sem critério e como podem ser estruturadas com apoio da tecnologia para funcionar na educação básica, na EJA e na preparação para vestibulares e concursos. A proposta é mostrar caminhos práticos, sem modismos, para quem busca aprendizagem de verdade.

O que são metodologias ativas e por que elas ganharam relevância na educação atual?

As metodologias ativas são abordagens pedagógicas que deslocam o foco do ensino para a aprendizagem. Em vez de um aluno passivo, que apenas recebe conteúdos, o estudante passa a investigar, discutir, produzir e aplicar conhecimentos. Esse modelo ganhou força porque responde melhor a um mundo em que informação é abundante, mas compreensão profunda é cada vez mais rara.

A integração entre metodologias ativas e tecnologia, segundo Sérgio Bento De Araújo, é caminho estratégico para promover aprendizagem significativa em diversos cenários educacionais.
A integração entre metodologias ativas e tecnologia, segundo Sérgio Bento De Araújo, é caminho estratégico para promover aprendizagem significativa em diversos cenários educacionais.

A relevância dessas metodologias está no desenvolvimento de competências que vão além do conteúdo, como autonomia, pensamento crítico e capacidade de resolver problemas. Sergio Bento de Araujo explica que elas surgem como resposta direta a um modelo tradicional que já não dialoga com as necessidades de alunos que vivem cercados por estímulos digitais e precisam aprender a filtrar, interpretar e usar informações com critério.

Como a tecnologia pode fortalecer, e não enfraquecer, a aprendizagem ativa?

Quando bem utilizada, a tecnologia amplia o alcance das metodologias ativas. Ambientes virtuais, plataformas colaborativas e ferramentas digitais permitem que o aluno pesquise, produza e compartilhe conhecimento de forma mais dinâmica. Isso favorece projetos interdisciplinares, aprendizagem por problemas e acompanhamento contínuo do progresso.

No entanto, o uso indiscriminado de tecnologia pode gerar efeito contrário. Sem mediação pedagógica, o aluno tende a consumir respostas prontas, reduzindo o esforço cognitivo. A tecnologia precisa estar a serviço da metodologia, e não o contrário. Tal como o empresário especialista em educação, Sergio Bento de Araujo defende, o papel da tecnologia é provocar reflexão, ampliar repertório e apoiar a construção do raciocínio, nunca substituir o processo de aprendizagem.

Quais metodologias ativas funcionam melhor em contextos diferentes de ensino?

Não existe metodologia universal, frisa Sergio Bento de Araujo. O que funciona depende do contexto educacional e do perfil do estudante. Na educação básica, por exemplo, a aprendizagem baseada em projetos favorece o engajamento ao conectar conteúdos a situações do cotidiano, estimulando curiosidade e colaboração entre os alunos.

Na EJA, metodologias ativas precisam dialogar com a realidade do aluno adulto. Atividades que valorizam experiências prévias, resolvem problemas concretos e respeitam o ritmo individual tendem a aumentar permanência e motivação. Já na preparação para vestibulares e concursos, metodologias ativas podem ser usadas para análise de questões, revisão estratégica e identificação de lacunas de aprendizagem. O sucesso está em adaptar o método ao objetivo, e não o contrário.

Como estruturar projetos educacionais com metodologias ativas e tecnologia?

A estruturação começa com definição clara de objetivos de aprendizagem. Antes de escolher ferramentas ou formatos, é fundamental saber o que o aluno deve aprender e quais competências precisam ser desenvolvidas. A tecnologia entra como meio para facilitar pesquisa, organização, produção e acompanhamento.

Sergio Bento de Araujo conclui dessa maneira que quando planejamento, tecnologia e metodologia caminham juntos, a educação se torna mais significativa, inclusiva e capaz de gerar aprendizagem real em diferentes contextos.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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